História
Diversas culturas indígenas ocupavam a totalidade do atual território argentino até meados do s. XVI, quando em invasões no Norte e no Oeste começa a conquista e colonização espanhola. A rede de cidades se organiza economicamente, primeiro, em torno de Potosí e em direção ao litoral atlântico, um século depois. A invasão napoleônica provoca a queda da monarquia e da ordem colonial (1810) e uma revolução que se expande de Buenos Aires para o interior declara a independência (1816) mas fracassa em manter a organização econômica e política do antigo vice-reino.
A entrada maciça de capital e de população européia coincidem com a chegada ao poder de uma classe dirigente em nível nacional (1880). Apesar da demanda sustentada de matérias primas do mercado internacional (lã, cereais, carne) e aos milhões de hectares dos pampas que se incorporam a essa economia de exportação, o incessante crescimento econômico não é linear e está sujeito aos vaivens externos e interno. Depois da reforma do sistema político (1912), o Radicalismo encarna a primeira experiência de uma democracia de massas e os filhos de imigrantes alfabetizados protagonizam uma mudança cultural profunda que dá identidade A jovem nação.
Antes do crise de 29, a Argentina agroexportadora inicia sua reconversão em país industrial. O primeiro governo peronista (1946/1955) impulsiona a integração política e social de vastos setores antes excluídos e a expansão dos direitos sociais, ao mesmo tempo que mostra um autoritarismo crescente. As políticas desenvolvimentista dos anos 60 aprofundam o crescimento da indústria e o estabelecimento de empresas multinacionais. No campo social, uma classe média cada vez mais extensa confirma a revolução cultural em curso nas cidades.
O contexto da Guerra Fria respira um autoritarismo recorrente, que desencadeia golpes militares e governos ilegítimos. O acontecido em 1976 desata uma violenta repressão ilegal do mesmo aparelho estatal, que merece a condenação internacional e deixa um saldo de milhares de “desaparecidos”. Mas é somente depois do desastre bélico das Malvinas (1982) que a democracia retorna definitivamente (1983). Nos anos 90 acontece uma profunda mudança nas estruturas econômicas, estatais e sociais do país, que culminam em uma crise sem precedentes (2001). Após isso, se consegue encaminhar a situação política e econômica, desvalorizando o peso e favorecendo a indústria local. Crescem o emprego e as exportações (soja), e pela primeira vez na sua história, a Argentina se posiciona como um dos principais destinos turísticos do mundo.





